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Atualmente, inúmeras empresas passam pelo
dilema entre estes dois conceitos de importância fundamental
para a sua própria sobrevivência. De um lado estão
os partidários da Segurança, que argumentam que a
proteção das informações é que
garante que a empresa continue produzindo e crescendo. De outro,
estão os profissionais da Tecnologia da Informação,
que por sua vez estão trabalhando para que a infra-estrutura
esteja em total conformidade com as necessidades da empresa, desempenhando
sua função com a maior eficácia possível
a qualquer custo.
No entanto, desta batalha, quem sai perdendo é a empresa.
Sem conseguir o equilíbrio ideal entre a Segurança
e a Produtividade as organizações não conseguem
sobreviver por muito tempo.
Neste contexto antagônico a figura do Gestor de Segurança
é vista, na maioria das vezes, de forma distorcida. A imagem
que se tem é a de um ditador, buscando colocar em prática
suas regras e limitações em qualquer iniciativa, sempre
pregando a segurança.
Já aos Gestores da Tecnologia é atribuída a
imagem de um revolucionário sempre em busca de inovações
que tragam maior desempenho ao processo produtivo da empresa, muitas
vezes negligenciando requisitos de segurança.
Um exemplo destes dois extremos pode ser visto nas empresas quando
se trata de bloquear ou não o acesso a comunicadores instantâneos.
De um lado está a opinião do bloqueio total em prol
da segurança, de outro estão os Gestores de Tecnologia
destacando a importância destas ferramentas para a empresa
na comunicação com clientes e parceiros.
Como então conseguir um equilíbrio entre estas duas
opiniões e assegurar que as medidas tomadas para garantir
a segurança das informações não interfiram
na produtividade da empresa?
Esta não é uma tarefa trivial, pelo contrário,
requer envolvimento e colaboração dentro da empresa.
É preciso que as preocupações com segurança
e produtividade estejam disseminadas entre as pessoas e os processos
da organização de forma que a Segurança da
Informação seja vista como uma aliada da produtividade,
e não como um entrave ou um custo adicional.
Para isso, é necessário que o representante ou o fornecedor
de segurança das organizações sejam sempre
envolvidos desde o início nos processos, na elaboração
de projetos, sejam eles de TI, comerciais ou de RH, evitando surpresas
do tipo “É necessário que mais um fator de autenticação
ou criptografia para que o produto seja disponibilizado”.
A tendência da participação efetiva do profissional
da Segurança no início do processo é comprovada
através do seu crescente envolvimento no momento do planejamento
estratégico anual das empresas. Esta nova visão mostra
que a preocupação com segurança vai além
da visão castradora, passando a ser uma vantagem competitiva.
É claro que esta mudança de paradigma não é
tão simples e deve ocorrer de forma gradativa, buscando o
alinhamento ideal entre as necessidades de negócio da empresa,
da Gestão da TI e de Segurança da Informação.
Compete aos gestores sensibilidade de uma visão mais ampla
e integradora. Talvez assim a segurança da informação
aliada produtividade deixe de ser vista com um mito.
Adaptado do texto Cabo de Guerra,
revista Security Review, Maio/Junho 2006, No. 8.
Renato
Rodrigues Marinho é
Gerente de Projetos da Nettion Information Security,
com certificações LPI e PMP.
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